#AmorPróprio: O preço cobrado pelo mecânico, da Vida!

Oieeee…

Tudo bem? Amor próprio é um dos pilares que quero muito abordar aqui neste canal, como já comentei neste espaço.

Decidi compartilhar aqui no blog um texto que escrevi e divulguei no meu canal no Medium, antes mesmo de saber deste meu processo do câncer. Também decidi abordar este assunto, pois ele está diretamente ligado às emoções e passei o ano conversando sobre isso com várias mulheres e percebendo que é uma dor bastante comum, mas que poucas admitem para si, quem dirá para a sociedade.

Eu levei 36 anos para me dar conta que não tinha amor próprio. N’s situações, sobretudo, no campo amoroso, onde me permiti aceitar o que jamais havia aceitado em outras relações, me levaram a muito sofrimento… Até um ser iluminado, no final do ano passado, de forma muito carinhosa me falar: – Gi, você está precisando de mais amor próprio. Onde está seu amor próprio em aceitar tudo isso?

Aquilo foi tão assustador pra mim, mas, ao mesmo tempo tão revelador, que eu passei a colocar a atenção neste ponto. Isso mexeu tanto comigo, que, quando me vi numa situação de início de depressão, no início deste ano, refleti muito a ponto de buscar ajuda psicológica para aprender a lidar com tudo isso.

O mais curioso é que nuca acreditei em terapia. Me achava auto suficiente para isso. Forte o suficiente para resolver tudo sozinha. Grande engano. Mas, foi tão impactante essa situação relacionada a amor próprio que ao chegar na minha primeira sessão, me dei conta que jamais tinha me permitido me amar, em 36 anos de vida. Minha psicóloga me ganhou ao ser dura e enfática comigo: você não se ama. Do contrário saberia o que é amor!

Estimulada por minha psicóloga, passei a escrever alguns textos sobre o que eu observava e vivia, e publiquei lá no meu canal do Medium. E este é um dos que sei que várias pessoas já pararam para ler e refletir. E acredito que a analogia que usei ajuda a entender que merecemos olhar mais para nós mesmas, em primeiro lugar.

Eu confundia amor próprio com egoísmo. Achava que me colocar em primeiro lugar seria egoísmo com os que eu amava, ou achava que amava. Confundi por anos este sentimento…até compreender que são coisas bem distintas.

Aproveite a leitura do texto!!
Beijos
Gi

O preço cobrado pelo mecânico, da Vida!

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Eis que me deparei caminhando por uma estrada quase perfeita. Digo quase perfeita porque, naquele momento de cegueira felicidade, eu estava tão saltitante, que de tanto saltar entre um pé e outro, mal podia sentir os pequenos buracos da estrada.

Eu disse pequenos? Sim, todo início de trajeto, seja na vida pessoal, profissional ou amorosa, nós sempre damos nosso melhor e, claro, recebemos o “melhor” da outra parte. E como temos certeza que essa estrada irá nos levar ao caminho certo? O caminho da felicidade? Nunca temos certeza. Nunca tivemos e talvez nunca tenhamos. Talvez teu mecânico lhe diga. Como?

O fato é que muitas vezes a infraestrutura da estrada percorrida nos apresenta indícios que, de tão empolgados com o final da trajetória (vulgo a felicidade), e suas falsas armadilhas, não percebemos as falhas asfálticas, as ondulações causadas pelo peso dos caminhões (nossas experiências), os buracos com suas infinitas e encobertas poças d’água, as lombadas. Aliás, as lombadas foram criadas para que pudéssemos pausar, reduzir as marchas, observar em volta e seguir em frente. Mas, o que fazemos na maioria das vezes? O teu mecânico tem a resposta!

E é justamente esse pausar que muitas vezes nos esquecemos. E ao passar em alta velocidade, eufóricos pela chegada, é que nos damos conta que — pouco a pouco — vamos deteriorando a estrutura do nosso veículo condutor. E como temos certeza? Talvez, depois de muito rodar, rodar, rodar, e observar as falhas mecânicas, é que começamos a perceber os primeiros sintomas. E sabe quem irá lhe confirmar? Claro, teu mecânico.

Há quem trabalhe na mecânica preventiva. Ufa, enfim alguém ainda pensa nisso…poucos eu diria…porque também custa caro. É preciso equilíbrio, sobretudo, financeiro eu diria, além do emocional. Há quem confie apenas no seguro automóvel. Está aí para isso né minha gente. Há quem pague o preço cobrado pelo efeito do mau condutor, aquele que por distração — e de tão saltitante — passa a toda pelo trajeto que nem percebe o “grito” das molas e demais itens soltando no carro.

E como ter certeza? Ahhhhh, lembra do teu mecânico? O santo e milagreiro mecânico, claro! Um bom indício da certeza é o preço ou o alto preço a ser pago pelo conserto. E será que tem conserto? O fato é que, quando tiver, cada centavo pago virará experiência de vida, senão de aprendizado, ao menos no bolso. E vale aqui lembrar que, o verdadeiro condutor, procura aprender com seus erros… E tenta ser um condutor preventivo e não mais apenas reativo (daquele que só reage).

Ou seja, se faz tempo que você não visita teu mecânico (vulgo psicólogo automobilístico da Vida), das duas uma:

  1. Ou você ainda não andou por estradas verdadeiramente tortuosas de forma distraída;
  2. Ou você é verdadeiramente um bom condutor, um condutor prevenido — ou seria escaldado?

Há quanto tempo você não faz uma visitinha ao teu mecânico?

28/08/2018

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